
Julia Roberts deverá desfilar na passadeira vermelha do Festival Internacional de Cinema de Veneza pela primeira vez na sexta-feira, graças a um novo filme onde interpreta uma professora universitária a braços com a tensa política universitária dos EUA.
A estrela de "Pretty Woman" vai marcar presença na estreia mundial de "Depois da Caçada", um drama psicológico sobre a cultura do cancelamento do realizador italiano Luca Guadagnino, presença assídua em Veneza, que está em exibição fora da competição.
No filme, Roberts interpreta a professora de uma universidade americana de elite que é perseguida por um segredo do passado depois de um colega (Andrew Garfield) ser acusado de agressão sexual por uma aluna (Ayo Edebiri, da série "The Bear").
Guadagnino — realizador de "Chama-me Pelo Teu Nome", que ajudou a levar Timothée Chalamet para o estrelato — esteve na competição principal em Veneza, no ano passado, com "Queer", uma adaptação do romance homónimo de William Burroughs protagonizada por Daniel Craig.

Abordando a cultura da Geração Z e a divisão geracional entre alunos e professores, o novo filme produzido pela Amazon tem nuances do drama de Todd Field, "Tar", de 2022, que valeu a Cate Blanchett o prémio de melhor atriz em Veneza.
"Não se pode estar sempre à vontade", diz a personagem de Roberts no filme à aluna.
Esta semana, Guadagnino disse à Vanity Fair que achou "perturbadora" a ideia de autocensura nos campus universitários.
"A ideia de que algo não pode ser dito, uma ideia não pode ser usada, uma referência não pode ser trazida à luz porque há uma espécie de impossibilidade tácita de o fazer e uma autocensura — é muito perturbadora para mim", disse à revista.
Ainda com Chloë Sevigny e Michael Stuhlbarg entre os mais conhecidos do elenco, "Depois da Caçada" é um filme que terá distribuição exclusiva nos cinemas, anunciada para 16 de outubro em Portugal.
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