
Rachel Zegler foi bastante criticada pelo próprio filho do principal produtor da nova versão em imagem real de "Branca de Neve" da Disney.
A mensagem nas redes sociais foi posteriormente apagada, mas não a tempo de impedir que fosse destacada pela imprensa norte-americana, em mais uma acha para a fogueira do ambiente "tóxico" e má publicidade que rodeia o filme cuja estreia, no último fim de semana, desiludiu nas bilheteiras: 42,2 milhões de dólares na América do Norte e 86 milhões a nível mundial, não cumprido sequer as expectativas dos 100 milhões que já tinham sido revistas em baixa. Um arranque problemático para uma super produção que terá custado entre 250 e 270 milhões, sem incluir o marketing.
Jonah Platt, um ator de 38 anos, reagiu a uma crítica ao pai Marc E. Platt após a revista Variety na terça-feira revelar que ele tinha viajado de propósito para Nova Iorque em agosto de 2024, alegadamente a pedido do estúdio, para tentar convencer Rachel Zegler a apagar um comentário na rede social X (antigo Twitter) sobre "Palestina livre" logo a seguir a ter agradecido aos fãs por terem visto o trailer do filme. Não teve sucesso.
Três meses depois, Marc Platt conseguiu que a atriz de 23 anos apagasse outra mensagem, onde criticava Donald Trump após a reeleição presidencial e desejava que os seus apoiantes nunca tivessem paz, que despertou a fúria da nação MAGA. Após várias trocas de argumentos, ela também aceitou trabalhar com um especialista em redes sociais pago pela Disney para examinar todas as suas partilhas antes da estreia do filme este mês.

Numa partilha do podcast do ator, chamado “Being Jewish” [Ser judeu], a utilizadora "brynnd13" escreveu: "O teu pai voou para Nova Iorque para repreender uma jovem atriz? Alguma palavra sobre isso? Porque isso é bastante assustador e desnecessário. As pessoas têm o direito à liberdade de expressão, não têm? O teu pai devia ter vergonha.”
Jonah Platt não se ficou: "Queres realmente ir por aí? Sim, o meu pai, o produtor de uma enorme peça de Propriedade Intelectual da Disney com centenas de milhões de dólares em jogo, teve que deixar a sua família para atravessar o país para repreender a sua empregada de 20 anos de idade por arrastar as suas posições políticas pessoais para o meio da promoção do filme para o qual assinou um contrato multimilionário para ser paga e fazer promoção".
E continuou: "Isto chama-se ser uma pessoa adulta responsável. E as ações dela claramente prejudicaram as receitas de bilheteira do filme. Liberdade de expressão não significa que podes dizer tudo o que queres no teu emprego privado sem repercussões. Dezenas de milhares de pessoas trabalharam naquele filme e ela sequestrou o debate pelos seus próprios desejos imaturos, arriscando todos os colegas, equipa e operários que dependem daquele filme para terem sucesso. Narcisismo não é algo para ser mimado ou encorajado.”
As guerras culturais começaram precisamente com as críticas racistas à escolha da norte-americana de descendência colombiana como a nova heroína em 2021. Ironicamente, a sua interpretação tem sido bastante elogiada, mesmo por críticos que não gostaram de "Branca de Neve".
Outras controvérsias se seguiram, como as reações negativas de fãs ruidosos às imagens que apareceram 'online' e a decisão de excluir referências aos "sete anões" ("criaturas mágicas" na nova versão, segundo a Disney para "evitar reforçar os estereótipos do filme de animação original”).
A fúria aumentou quando Rachel Zegler colocou em causa o legado do clássico da animação de 1937, dizendo em várias entrevistas que a história estava "datada" e o príncipe era "um perseguidor". Outro fator de tensão mais recente foi a presença no elenco da israelita Gal Gadot, que interpreta a Rainha Má, que abandonou uma maior discrição e aumentou o ativismo em defesa do seu país após os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.
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