Um estúdio de Hollywood mergulhado em dificuldades de gestão e bilheteiras revelou na terça-feira cenas da nova e decisiva versão de "Superman" e de um novo e luxuoso filme com Leonardo DiCaprio.

A Warner Bros, que sofreu vários fracassos recentes e dispendiosos como "Joker: Loucura a Dois", trouxe estrelas como DiCaprio ao palco para promover os seus últimos esforços de elevado orçamento aos donos das salas de cinema no encontro anual CinemaCon, em Las Vegas.

"Superman", que chega aos cinemas dos EUA em julho, é a tentativa do estúdio de relançar totalmente a sua linha de filmes de super-heróis baseados nas populares bandas desenhadas da DC, ofuscados há muito tempo pelos filmes da Marvel, os rivais da Disney.

Em Las Vegas, o realizador James Gunn disse que estava determinado a revigorar uma personagem "que é percebida como antiquada por muitos" para o público moderno.

O Super-Homem é interpretado por David Corenswet, mas um ingrediente-chave no filme parece ser o cão do super-herói, que se chama Krypto, que desempenhou um papel principal em muitas das novas imagens que foram apresentadas.

Baseado no próprio cão mal comportado resgatado do realizador, Krypto frequentemente morde os calcanhares do Super-Homem e destrói a sua base na Fortaleza da Solidão, em vez de ajudar o seu mestre.

A equipa de "Superman": James Gunn com os atores David Corenswet, Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult na CinemaCon a 1 de abril

As imagens indicaram uma abordagem mais leve e bem disposta, em contraste com muitos dos filmes anteriores do Super-Homem da Warner, que receberam más críticas e tiveram receitas de bilheteira relativamente dececionantes com o seu tom sombrio..

"Este é um filme que celebra a gentileza e o amor humano", prometeu Gunn.

Brent Lang, da revista Variety, apelidou o filme da "última e melhor oportunidade da Warner de fazer um filme que rivalize com a Marvel".

Fritou o cérebro

O lançamento acontece numa altura em que o estúdio tenta ignorar várias notícias de que está a pensar dispensar os seus líderes da área de cinema, Pamela Abdy e Michael De Luca.

A dupla aprovou uma série de filmes originais de elevado orçamento de cineastas premiados, incluindo o fracasso de ficção científica "Mickey 17" lançado no mês passado, de Bong Joon-ho, o realizador de "Parasitas".

Todos os olhos estão agora em "One Battle After Another", de Paul Thomas Anderson, protagonizado por DiCaprio.

Vagamente baseado em "Vineland", do romancista pós-moderno Thomas Pynchon, o filme custou mais de 140 milhões de dólares — o que significa que a Warner está a apostar forte no poder de estrela de DiCaprio para atrair o público.

O ator, uma das maiores estrelas de Hollywood há décadas, disse que queria trabalhar com o diretor de "Haverá Sangue" há "quase 20 anos".

Novas, mas enigmáticas, imagens mostraram DiCaprio a interpretar Bob — um homem que já foi um "revolucionário", mas que "fritou o cérebro" por ter abusado de drogas e álcool durante décadas — a tentar recordar uma senha secreta que o ajudará a localizar a filha raptada.

O romance original decorre na Califórnia durante a reação conservadora dos anos 1980 aos movimentos hippies das décadas anteriores.

"Acho que, com este filme, ele explorou algo político e cultural que está a formar-se sob a nossa psique", disse DiCaprio aos donos dos cinemas.

"Mas, ao mesmo tempo, é um filme incrivelmente épico e tem tanto âmbito e dimensão."

Ainda na terça-feira, a Warner e a Apple apresentaram cenas de "F1", um novo drama de corridas protagonizado por Brad Pitt e do realizador de "Top Gun: Maverick", que estreia em julho.

Já a Lionsgate trouxe o cantor The Weeknd para encantar os donos dos cinemas com uma atuação surpresa e promover "Hurry Up Tomorrow", um novo filme de suspense psicológico baseado no seu último álbum. O filme está previsto para ser lançado em maio.